Principais erros de planejamento tributário que devem ser evitados
Segato Contabilidade • 14 de agosto de 2020

O planejamento tributário é uma alternativa para driblar legalmente a elevada carga tributária, uma vez que ele vai possibilitar a redução de custos, além de evitar prejuízos financeiros para a empresa. 


Mas com um sistema complexo e cheio de exceções, é natural que muitos gestores desconheçam o melhor caminho para uma gestão fiscal eficiente. O resultado dessa falta de conhecimento em relação à legislação fiscal é que muitas empresas ainda cometem muitos erros na elaboração do seu planejamento tributário, alguns deles podem ser prejudiciais ao ponto de trazer maiores custos e riscos. 


Por isso, elencamos neste artigo os 7 principais erros que as empresas cometem ao realizar o planejamento tributário. Assim é possível entender porque podem ser tão prejudiciais à existência da empresa.


Boa leitura! 


1. Fazer tudo por conta própria e não contratar uma consultoria especializada

Um relatório do Serasa Experian, apontou que o nível médio de endividamento dos negócios brasileiros, em 2017, chegou ao patamar de 46,5% dos ativos totais.


Se a sua empresa se encontra nesse nível de endividamento, é necessário replanejar sua organização financeira para o próximo ano. A maioria das dívidas contraídas pelas empresas é por conta de multas ou má administração, o que demonstra, através de número reais, que chegou a hora de começar a fazer mudanças.


Contratar uma empresa que organize a gestão fiscal, com certeza, contribuirá para um melhor desempenho financeiro no seu negócio.


Para obter cada vez melhores resultados e mais eficiência, você deverá ter relatórios gerenciais claros e precisos para a melhor tomada de decisão do momento.


 A contabilidade também deve estar preparada para poder analisar os milhares de documentos que você deve armazenar em gavetas ou na nuvem, o que pode ocasionar um “eventual atraso” na análise de dados. 


A informação deve ser tempestiva. De nada adianta receber um relatório com informações de um ano atrás. Tempo é dinheiro e informação é conhecimento. Tenha uma equipe que te forneça a informação necessária no tempo ideal.


2. Abusar do planejamento e utilizar-se de mecanismos legais 

Muitas vezes, a empresa abusa dos instrumentos legais para elaborar o planejamento tributário. 


Fazendo isso de forma abusiva e evasiva, muito embora não seja ilícito, sem incorrer em fraude, o Fisco pode entender que esse planejamento foi evasivo, de forma que desconstitui o fato gerador desses elementos. 


Este pode ser o maior passivo oculto que sua empresa pode ter, uma vez que, se o Fisco entender que realmente ocorreu a evasão, poderá lavrar multas e taxar impostos que julgarem necessários. Não deixe que isso aconteça. Isto pode levar sua operação à falência. 


3. Confundir planejamento com custo

Achar que o planejamento é um ônus não é verdade, pelo contrário. Planejamento tributário não é uma despesa! É um bônus. Uma vantagem competitiva para sua empresa. Um verdadeiro diferencial.


Investir em planejamento não significa ter maiores gastos, mas é a possibilidade de descobrir meios legais para pagar menos impostos e garantir uma vida financeira saudável.


A partir do momento em que a carga tributária é reduzida, a empresa consegue trabalhar melhor seu preço de venda, melhorar sua margem e tomar decisões diferentes e inovadoras que, por certa vez, alguns players de mercado e concorrentes não conseguiriam, pelo simples fato do peso da tributação em sua operação.


4. Planejamento fracionado ou segmentado 

É um erro considerar apenas uma parte dos tributos, ou de forma isolada, e não a carga tributária total. 


Portanto, o mais indicado é ter todos os tributos e suas derivações mapeados e identificados. Todas as possibilidades de sua operação precisam estar detalhadas e alinhadas com as estratégias tributárias, afinal de contas, temos a maior carga tributária da América Latina e uma das maiores do mundo


5. Não monitorar os resultados do planejamento

Definir e aplicar a estratégia não é o último passo para o sucesso do planejamento. Muito pelo contrário. É apenas o começo de uma longa jornada


Ainda haverá todo um trabalho de acompanhamento e mensuração do efetivo resultado de toda a estratégia traçada. Aqui, é preciso que a equipe responsável pela elaboração também esteja apta a monitorar todos os processos para efetivação e continuidade do planejamento.


Nesse contexto, todas as questões legislativas devem ser avaliadas periodicamente, para não haver surpresas. 


O planejamento nunca será estático. As leis e obrigações mudam frequentemente. Ou seja, você precisa estar sempre monitorando e reavaliando a estratégia traçada para se beneficiar sempre – ou, ao menos, não se prejudicar.


6. Não projetar o crescimento real da sua empresa

O crescimento que sua empresa pode ter – ou a falta dele - deve ser calculado com as melhores ferramentas disponíveis ao seu alcance, de forma a não cair em estimações e expectativas que possam fazer o seu planejamento tributário resultar em uma mudança que não tenha retorno e gere prejuízo.


Claro que projeção nunca é algo 100% concreto. Por este motivo, o mais indicado é trabalhar com, ao menos, três cenários de projeção: o pessimista, o comum/normal e o otimista. E trabalhe com as probabilidades de concretização dos cenários, avaliando qual apresenta maior probabilidade de se concretizar.


7. Tentar liquidar as dívidas tributárias de uma única 

Frequentemente, o Governo disponibiliza novas possibilidades para que os contribuintes possam realizar os pagamentos de pendências fiscais, pois, para o governo, convém que sejam realizados de alguma forma, mesmo que parcelado, de maneira que as empresas não corram o risco de fechar.


Utilizar o caixa disponível da sua empresa para quitar dívidas tributárias ao invés de investir e na operação do seu negócio pode ser muito custoso. Esta é uma questão que exige muita cautela para que não seja tomada nenhuma decisão precipitada que vá descapitalizar sua empresa.


Atualmente, existe a possibilidade de fazer o parcelamento das dívidas, inclusive pela internet, através do site da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), o que permite enfrentar as responsabilidades fiscais sem correr o risco de falência.


Esteja atento ao Planejamento Tributário da sua empresa 

A empresa que não observar esses 7 itens, estará mascarando um resultado financeiro ruim. 


Além disso, o sinal de alerta para o gestor é que ele pode até acreditar que estar em conformidade com o Fisco, mas, na verdade, está perdendo valor de caixa e, provavelmente, não terá um resultado eficiente. 


Outro aspecto importante é a possibilidade de a empresa ficar totalmente desprotegida e vulnerável a riscos.


Por outro lado, quem estiver atento e conseguir ficar longe desses desvios, terá como maior benefício a otimização dos custos.


A economia gerada por meio de uma gestão eficiente de tributos permite a empresa investir em suas operações estratégicas.


Por fim, engana-se quem acredita que planejamento tributário é um olhar aguçado para a área fiscal. Na verdade, ele é parte fundamental da estratégia de negócio das empresas.


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Nós da Segato somos apaixonados pela gestão contábil e fiscal voltada para planejamento tributário. Entre em contato conosco para maiores detalhes sobre o planejamento estratégico, redução de custos e crescimento da sua empresa e veja como podemos ajudar!

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